26.6.17
Índia: o Triângulo Dourado
Um lugar com grandes contrastes, onde tudo se mistura, um lugar considerado mágico!
Adoro deixar a vida me levar...
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Embarquei em uma viagem para a Índia – terra de figuras para mim inspiradoras como Buda e Gandhi, terra das cores e misticismos – num piscar de olhos! Morando na Arábia Saudita, e tendo amigas expatriadas como eu, que adoram viajar e lapidar a cultura, resolvi aceitar o convite de duas amigas para compor um grupo e com elas viajar por 3 dias a Índia. Não poderia perder esta introdução ao país. Desta vez foi uma visita rápida e turística, mas pretendo algum dia voltar por meus interesses espirituais.
Como o convite surgiu 10 dias antes da partida, isto me levou a não acreditar muito que a viagem realmente aconteceria. Tive que dar entrada no visto online e o resultado só saiu um dia antes de viajar.
Feliz com tudo já organizado pelas amigas através de uma agência de turismo indiana, e com a aprovação do maridão me presenteando pelo dia das mães, lá fui eu rumo ao Triângulo Dourado, com mais 5 pessoas.
Adoro deixar a vida me levar...
E por lá orei aos Deuses para que me favoreçam sempre, me dando saúde e liberdade para conhecer as maravilhas deste nosso mundão! E claro, agradeci a cada instante por esta rica experiência.
Namaste! em Sikandra
Como não foi uma viagem preparada antecipadamente por mim, confesso que estava um pouco apreensiva por entrar de gaiata no navio. Costumo sempre estudar bem o local a ser visitado, mas desta vez me deixei levar, contando com o guia do nosso grupo e com as amigas fluentes no inglês para sugar todas as informações.
São muitas histórias lindas e interessantes. Três dias foram poucos para me aprofundar, mas valeu muito a pena. Revivi minhas aulas de história e me instiguei a estudar mais sobre a cultura e a diversidade do povo para uma próxima visita. Neste post resumirei apenas os três dias que vivi por lá, sem entrar na descrição de toda a vasta e interessante cultura do país.
Depois de encher os meus olhos com a suntuosidade do aeroporto Internacional Indira Gandhi, que deixa no chinelo qualquer aeroporto brasileiro, chegava a hora de cair no caótico trânsito indiano.
Nos hospedamos no Hyatt Regency, durante os três dias e de lá saíamos todos diariamente às 6 da manhã para os destinos traçados, que estavam de 4 a 5 horas de carro de Delhi. Então já dá para imaginar o quanto de stress passamos nas rodovias onde os indianos adoram buzinar, acelerar em cima do vizinho e contribuir para o caos que é o tráfico indiano. É algo a se pensar se tiver interesse em visitar o Triângulo Dourado. Acho que a melhor opção talvez seja ficar dois dias em cada região, mas nós esprememos e fizemos o melhor que pudemos em apenas três dias.
Nao experimentei, mas fiquei com vontade de imergir na cultura e tradição do povo, através de um passeio no elefante. Bem comum ver pelas ruas das cidades
Em um país com 1 bilhão e 200 milhões de habitantes, o trânsito é caótico. Se dirige na direção contrária à nossa, pela esquerda (a famosa mão inglesa), mas ninguém parece levar isso muito a sério. As ruas estão sempre cheias de animais, alguns até motorizados, camelos, búfalos, bois, cavalos, macacos, vacas, elefantes e vários outros seres vivos que disputam espaço com caminhões, tratores, ônibus que voam, motos, bicicletas, muitos pedestres e tuk tuks, mas pelo menos não nos assusta pelos número de acidentes de trânsito.
Por mais incrível que pareça, há pouquíssimos acidentes. O trânsito flui com a ajuda do deus Shiva, uma das maiores divindades do hinduísmo. Por exemplo, observamos que todo tipo de veículo vai se moldando ao fluxo, e muitas vezes se esbarram na luta por um espaço. Prova disso são os milhões de carros amassados que eu vi e sem espelho retrovisor, um artigo de luxo para eles. Eu me assusto com o trânsito na Arábia Saudita, mas agora entendo melhor, pois a maioria dos motoristas que dirigem aqui na Arábia são indianos. Precisei trabalhar meu humor, pois adoro o silêncio, e as buzinas por lá me deixaram zonza... Eles adoram um pi-pi-pi.
Confesso que mais marcante do que a sujeira nas ruas, a vacas adoradas em qualquer canto, as comidas sempre picantes, os vendedores de rua te forçando a comprar alguma coisa, os homens de turbantes com cheiro forte do sol escaldante na pele, as crianças equilibrando baldes de água para levar para casa, motocicletas conduzindo quatro passageiros, enfim ante tantas diferenças culturais, o que mais me incomodou foram as buzinas.
Foi uma aventura inigualável, isto me servirá para repensar quando reclamar do trânsito do Brasil ou da Arábia. Eu ia para cama à noite agradecida por ter sobrevivido ao caos da viagem e também por nosso motorista, apesar do jeito grosseiro de dirigir, não ter nos metido em nenhuma enrascada.
Além da vaca, o macaco também é sagrado na Índia, este é um Pop Star
O Triângulo Dourado resume-se na região de Agra, Jaipur e Delhi
Taj Mahal é amplamente reconhecido como “a jóia da arte muçulmana na Índia”. É um dos monumentos mais famosos do mundo e um símbolo da rica história da Índia, construído pelo imperador Shah Jehan em 1630, para lembrar sua amada Mumtaz Mahal. Foi construído em mármore branco com incrustações de pedras semipreciosas, enquanto sua superfície é ornamentada com um excepcional trabalho de caligrafia. Este esplêndido monumento é reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.
A exótica e bela herança arquitetônica da Índia está representada por um grande número de monumentos famosos por sua magnificência, pinturas, esculturas e enredos históricos.
Começamos nosso tour pela extremidade ocidental de Agra, em Sikandra, onde fica o túmulo do imperador muçulmano Shah Akbar, o Grande. Ele estendeu seu império por todo o norte e centro da Índia e é elogiado por sua tolerância religiosa e pelo compromisso com as artes. Foi construído segundo o estilo arquitetônico Mughal, no século XVI. Os prédios ao redor têm lindos mosaicos com caligrafia elegante que caracterizam as principais atrações de Agra. O próprio Akbar planejou seu túmulo e selecionou o local ideal para ele. Foi construído em um forte que é histórico por ter sido a residência principal dos imperadores da dinastia de Mughal até 1638, quando a capital de Mughal foi deslocada de Agra para o Forte Vermelho em Deli. É também um local considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, conhecido como a cidade murada, irmã e vizinha do Taj Mahal.
Enquanto visitávamos os vários salões espalhados pela cidade, o guia nos contou que Akbar foi casado com 3 esposas, uma hindu, uma cristã e uma muçulmana, mas ele tinha mais de 300 concubinas, que eram escolhidas a cada dia através de um jogo de damas, representado na foto abaixo pelos quadrados desenhados no piso.
Aberto diariamente do nascer ao pôr-do-sol, vale a pena conhecer Sikandra. A entrada da visita custa 110 INR (cerca de US$ 2). Para mais informações, consulte o site oficial da cidade de Agra.
Nascido em 15 de outubro de 1542 em Umarkot, na Índia, e entronizado aos 14 anos, Akbar, o Grande começou suas conquistas militares sob a tutela de um regente antes de reivindicar o poder imperial e expandir o Império Mughal. Conhecido tanto por seu estilo de liderança inclusiva quanto por suas guerras, Akbar inaugurou uma era de tolerância religiosa e de valorização da arte. Akbar, o Grande morreu em 1605.
Fatelhpur Sikri, é uma cidade planejada que foi construída para servir de apoio à capital do império, Agra. Akba escolheu um lugar que ficasse próximo a Sikri. A cidade foi matematicamente pensada e construída em arenito vermelho, no estilo indo-islâmico. Apenas 14 anos depois de sua construção, a cidade foi abandonada por falta de abastecimento de água, mas permanece totalmente preservada até hoje.
Não detalharei neste post as belas histórias de cada monumento, pois teria que me estender muito. Aos meus olhos cada um tem sua essência e rica história. Precisarei de outro post para fazer um registro fiel de cada um. Nesta viagem tivemos o prazer de conhecer a Pink city, a cidade cor de rosa de Jaipur, e também outros lugares incríveis como Red Fort, Wind Palace, Lake Palace, Amer Fort, Agra Fort, e claro, o imponente e esperado Taj Mahal em Agra
Em Delhi me encantei com o maravilhoso Templo de Birla, outro lugar que merece um post inteiro por se tratar do mais popular e interessante templo hindu que visitei por lá. É tão especial que não permitem que fotografem seu interior; é um lugar realmente sagrado, para se deixar levar e meditar.
Se você tiver mais tempo em Delhi visite o Templo de Lótus. Em forma de flor de lótus, é um edifício moderno, construído em 1986, que recebe recebe fies de várias religiões.
Adoro portas, cada cantinho tem um detalhe de milhares de anos de trabalho
A região de Jaipur é conhecida por suas pedras preciosas, claro que precisava garantir estas, que além de tudo simbolizam os chacras sagrados
Nosso grupo feliz e em harmonia na intensa boa energia da Índia
As belas peças da arte em mármore são muito especiais na região de Agra e Jaipur. Visitamos uma fábrica e por interesse no negócio ou por carinho, recebi um coração esculpido na hora especialmente para mim. Uma autêntica recordação da arte indiana que me encantou.
O uso de mármore e decorações florais no interior do Forte Vermelho exibem um alto nível artístico e um trabalho ornamental do período tardio da arquitetura Mughal. Não me cansava de percorrer com os olhos cada detalhe, ficaria ali horas admirando sua beleza.
Para fechar com chave de ouro, tivemos uma experiência inesperada e única de música e dança tradicionais no hotel Mercure de Jaipur.
NAMASTÊ!
21.5.17
Bélgica: Gent, a cidade onde você se sente Gente
Ghent em inglês, em holandês Gent, pronunciando-se "yent", em francês Gand e em alemão Gent. Sim, há quatro maneiras de se escrever e falar o nome da cidade, pois ela se situa em um país que tem três idiomas oficias. São as línguas herdadas dos países que a ocuparam no passado.
Há 15 anos tive o prazer de conhecer Gent pela primeira vez. É a maior cidade da região flamenca da Bélgica, que se originou em um assentamento na confluência dos rios Schelde e Lys. Meus olhos não se cansaram de contemplar a cidade que é vizinha à cidade de Melle, onde nasceu meu marido. Foi um dos meus primeiros contatos ao vivo com uma cidade medieval, que no século XIII foi a segunda maior cidade da Europa, depois de Paris. Sua arquitetura ainda está intacta, muito bem preservada e restaurada.
É uma das mais belas comunidades da Bélgica, pessoalmente considero a mais acolhedora. Me seduziu seu estilo medieval e suas histórias da Idade do ferro, seus canais, catedrais e muitas outras atrações turísticas, além de uma rica gastronomia. Gent também é uma cidade universitária e portuária.
Há 15 anos tive o prazer de conhecer Gent pela primeira vez. É a maior cidade da região flamenca da Bélgica, que se originou em um assentamento na confluência dos rios Schelde e Lys. Meus olhos não se cansaram de contemplar a cidade que é vizinha à cidade de Melle, onde nasceu meu marido. Foi um dos meus primeiros contatos ao vivo com uma cidade medieval, que no século XIII foi a segunda maior cidade da Europa, depois de Paris. Sua arquitetura ainda está intacta, muito bem preservada e restaurada.
É uma das mais belas comunidades da Bélgica, pessoalmente considero a mais acolhedora. Me seduziu seu estilo medieval e suas histórias da Idade do ferro, seus canais, catedrais e muitas outras atrações turísticas, além de uma rica gastronomia. Gent também é uma cidade universitária e portuária.
A catedral de Saint Bavo guarda o quadro religioso mais valioso do mundo, o "Het Lam Gods", o cordeiro de Deus. Obra dos irmãos Hubert e Jan van Eyck.
O antigo porto Grasley, com uma arquitetura esplêndida, hoje é explorado por hotéis 5 estrelas e restaurantes com estrelas Michelin. Também é um espaço de recreio para estudantes ̶ que passam horas comendo e distraindo-se com amigos ̶ ou para turistas que visitam este belo cenário. Grasley já serviu como principal porto dos mercadores da Europa. Aqui você pode percorrer uma boa parte turística da cidade a bordo de um barquinho. No verão circulam milhares de pessoas nesta região, onde são organizados festivais de música e de cinema. É um verdadeiro paraíso cultural e o meu cantinho preferido na cidade.
Gent foi cenário de várias batalhas, revoluções e muitos conflitos que ocorreram desde a época dos vikings até Napoleão. Não conseguirei descrever aqui a imensa e linda história, mas vale a pena conferir o passado de uma região que criou primeira máquina têxtil, tramitou os maiores acordos comerciais entre países europeus, foi capturada por franceses, holandeses e alemães, mas ao final foi a sede da exposição mundial, em 1913.
Meu sogro, um belga culto e patriota, sempre me explica com detalhes a linda história da cidade, aqui me conta sobre os irmãos pintores, autores da obra "Het Lam Gods". Vivi oito anos na Bélgica. A cada visita a esta cidade me deslumbro com tantas riquezas culturais e históricas.
É lindo e animador ver muitos ciclistas pela cidade. Até as mulheres idosas, com suas roupas elegantes e com seus saltos altos, pedalam pela cidade. Em cada esquina você encontra estacionamentos gigantes de bicicletas para alugar por horas ou por dias.
É lindo e animador ver muitos ciclistas pela cidade. Até as mulheres idosas, com suas roupas elegantes e com seus saltos altos, pedalam pela cidade. Em cada esquina você encontra estacionamentos gigantes de bicicletas para alugar por horas ou por dias.
Gent tem a maior área de rotas ciclísticas da Europa, com cerca de 400 quilômetros (250 milhas) de ciclovias e mais de 700 ruas de sentido único, nas quais as bicicletas na direção contrária ao tráfego. Eu adorava explorar essas rotas com minha bike e fazer passeios de família sem ter preocupação com os carros. A cidade também tem um sistema de transporte muito bom, em que prevalecem os trans elétricos, que facilita muito a vida dos estudantes e dos turistas.
Os belgas são conhecidos por seus bons conceitos e pelo respeito à ecologia, além disso, se orgulham de produzir um dos melhores chocolates do mundo, os mais variados tipo de cervejas (mais de 300) e a mais deliciosa batata frita, conhecida como french frites, mas que se originou aqui. Pelas ruas das cidades estão espalhadas as belas e convidativas vitrines de pralinés, um tipo de bombom, e muitas variedades de chocolates exóticos. Os pralinés belgas são um "néctar dos deuses", se desmancham na boca. Entre as lojas mais conhecidas estão a Neuhaus, Godiva e Leonidas. Jean Neuhaus criou o praliné em 1912, mas foi nesta última páscoa que tive o prazer de ganhar de uma querida amiga uma caixa de bombons Joost Arijs, nome que está no top das chocolateries belgas.
A batata frita, ou frietje, é outra delícia imperdível. Passeando pela cidade é fácil você encontrar o Vrijdagmarkt, por lá a van Frituur Jozef oferece um cone de batatas fritas com molhos de maionese ou coquetel sauce delicioso. Imagine uma batata mais levinha, carnuda, com mais gosto de batata do que de fritura, é crocante: uma maravilha! São realmente deliciosas e únicas essas batatas fritas. Há muitos lugares especiais para você degustar sua frietjes, inclusive existe uma competição para eleger as melhores da cidade. Elas são o acompanhamento de muitos pratos típicos.
O famosíssimo Moules Frites (mariscos com fritas), por exemplo, é encontrado em quase
todos os restaurantes na Bélgica. É um dos meus pratos favoritos em Gent, junto
com o Stovlees, e o Vol a vent, que também se acompanha de fritjes. Sem
esquecer, é claro, dos dos waffels, kass croquetes e garnal croquetes, feitos
com camarões minúsculos e deliciosos. São muitas as tentações da riqueza
culinária belga que sinto falta no meu dia a dia no deserto da Arábia Saudita.
Uma boa mesa belga
nunca deixa de ter uma variedade de queijos fortes e especiais, acompanhados de
bons vinhos. Muitos têm o hábito de degustá-los após a refeição, como sobremesa,
meu marido é um deles.
Somos sempre recebidos com estes mimos pela família belga. A cada almoço ou jantar, costuma-se oferecer o que eles chamam de aperitivo, que pode ser uma mesa de petiscos deliciosos, acompanhados pela bebida de sua preferência: vinho, cerveja ou até um pastis. Mesmo sendo em minoria, eles também bebem água e sucos de frutas, é claro.
Se você não tem a sorte de ter uma família e amigos belgas para te receberem, não se decepcione. A cidade oferece uma gama de bons restaurantes e pequenos lugares, onde podemos satisfazer nosso paladar sem precisar lavar pratos.
Belga Queen é um excelente restaurante no coração da cidade. Fica em um belíssimo prédio, do século XIII, muito bem localizado. Se estiver fazendo um clima agradável, não deixe de sentar do lado de fora, para curtir o visual do Grasley. Se optar ficar por ficar do lado de dentro, você vai poder desfrutar do salão, que foi totalmente restaurado, com uma decoração contemporânea e elegante. Experimente o Waterzooi ̶ prato típico da cidade ̶ que parece uma sopa de frango com legumes. O endereço é Graslei, 10 (tel.: +32 9 2800100).
Outros dois restaurantes muito indicados são o C-Jean e o Jan Van den Bom. Nas ruelas de Patershol também encontramos muitos restaurantes.
Na Veldstraat, rua do comercio central, há uma opção mais alternativa, a Panos, onde você pode encontrar uma vitrine de sanduíches variados, fresquinhos e feitos com produtos orgânicos. Também há uma rica variedade de tortas e croissants recheados. Adorava comprar um sanduíche e sair passeando pela cidade. Meu preferido era o Martino, uma pasta de carne fresca, com pepinos, queijo e saladas em pão de cereais. Me dá água na boca... Panos faz parte de uma rede de estabelecimentos, mas considero uma opção muito mais saudável do que os Macs da vida.
Belga Queen é um excelente restaurante no coração da cidade. Fica em um belíssimo prédio, do século XIII, muito bem localizado. Se estiver fazendo um clima agradável, não deixe de sentar do lado de fora, para curtir o visual do Grasley. Se optar ficar por ficar do lado de dentro, você vai poder desfrutar do salão, que foi totalmente restaurado, com uma decoração contemporânea e elegante. Experimente o Waterzooi ̶ prato típico da cidade ̶ que parece uma sopa de frango com legumes. O endereço é Graslei, 10 (tel.: +32 9 2800100).
Outros dois restaurantes muito indicados são o C-Jean e o Jan Van den Bom. Nas ruelas de Patershol também encontramos muitos restaurantes.
Na Veldstraat, rua do comercio central, há uma opção mais alternativa, a Panos, onde você pode encontrar uma vitrine de sanduíches variados, fresquinhos e feitos com produtos orgânicos. Também há uma rica variedade de tortas e croissants recheados. Adorava comprar um sanduíche e sair passeando pela cidade. Meu preferido era o Martino, uma pasta de carne fresca, com pepinos, queijo e saladas em pão de cereais. Me dá água na boca... Panos faz parte de uma rede de estabelecimentos, mas considero uma opção muito mais saudável do que os Macs da vida.
Dulle Griet é um local perfeito para se degustar uma das mais de 250 cervejas que a casa oferece, fica na Vridagmarkt, 50.
Também gosto de um cantinho convidativo no Grasley, é o Waterhuis aan de Bierkant, com mais de 300 marcas de cervejas, adorei descobrir a cerveja de banana.
Para celebrar minhas várias passagens por esta cidade, e ainda muitas outras que virão, deixo aqui meu brinde, com esta cerveja feita em Melle, cidade vizinha de Gent, na qual vivi por 4 anos. A cerveja do elefante cor-de-rosa que me faz lembrar como somos Gente em Gent! Tim Tim!
Dicas:
- O clima por lá costuma ser bem frio nos meses de novembro a março. Entre junho e agosto é mais quente, pois é o período do verão, e da alta temporada turística.
- Em julho você pode apreciar um grandioso festival internacional de música, o Gentse Feesten, que movimenta a cidade por 10 dias e leva os gentenares à loucura. O Gentse Feesten acontece em diversos palcos, distribuindo boa música, tradição e cultura por toda a cidade. Tive a oportunidade de assistir ao gênio do sax, Toots Thielemans, e muitos outros músicos famosos por lá. Este ano a programação contará com Norah Jones, Gabriel Rios e uma galera top, sempre gratuitamente.
Dicas:
- O clima por lá costuma ser bem frio nos meses de novembro a março. Entre junho e agosto é mais quente, pois é o período do verão, e da alta temporada turística.
- Em julho você pode apreciar um grandioso festival internacional de música, o Gentse Feesten, que movimenta a cidade por 10 dias e leva os gentenares à loucura. O Gentse Feesten acontece em diversos palcos, distribuindo boa música, tradição e cultura por toda a cidade. Tive a oportunidade de assistir ao gênio do sax, Toots Thielemans, e muitos outros músicos famosos por lá. Este ano a programação contará com Norah Jones, Gabriel Rios e uma galera top, sempre gratuitamente.
2.5.17
Kitchen Star: o Master Chef do Bahrein
Umas
das atividades terapêuticas que curto aqui no Oriente é cozinhar
No dia 21 de março aqui na Arábia Saudita comemora-se
o Dias das Mães. Aproveitando o gancho
deste dia, a revista Time Out Bahrein e Bahrein Woman realizaram o segundo Master Chef do Bahrein.
Trata-se de uma competição entre grupos para apresentar a melhor elaboração culinária
com os ingredientes sugeridos em apenas 90 minutos.
Trabalhamos em um grupo de quatro amigas
brasileiras para preparar uma entrada, prato principal e sobremesa nos 90
minutos estipulados. Trabalhamos em um ambiente improvisado, no exterior, mas
muito agradável, ainda que um pouco estressante pelo fato de estarmos sendo
filmadas e assistidas por um público de aproximadamente 200 mulheres que também
são expatriadas no Bahrein.
Competíamos com mais 3 grupos e conquistamos
o terceiro lugar, embora muitas pessoas e até um dos juizes nos comentaram que merecíamos
o segundo lugar. Nós consideramos que foi como ganhar em primeiro, pois as
participantes do nosso grupo tinham se conhecido naquele mesmo dia.
Fiquei com a tarefa de elaborar a sobremesa.
Para descascar uma pera com uma faca gigante, acabei também descascando meu
dedo, logo nos primeiros 5 minutos. Com pouquíssimos ingredientes tivemos que
fazer o milagre de apresentar um peixe cozido ao vapor enrolado na folha de
bananeira que foi muito elogiado pelo jurado.
Falando sério: ganhamos no quesito harmonia!
Ninguém notou meu pequeno acidente, embora tenha me deixado desconsertada
pelo resto do evento. As baianas arrasaram na tarefa com a preparação do peixe.
A outra participante do grupo, de Natal, agilizou uma entrada maravilhosa com
todo o carinho e o gingado brasileiro.
Nosso time foi perfeito e o evento também
estava muito bem organizado. Foi uma experiência superpositiva, que nos fizeram
sonhar com um Master Chef 3. Se isso acontecer, teremos que estar mais
preparadas e relaxadas, já sabendo o que nos espera, pois neste evento entramos
de gaiatas no navio.
Valéria Silveira e Maria José dos Anjos, made in Bahia, e Ires Salmon, made in Natal, o trio que fortaleceu muito minha equipe. Teve ate menu caiçara: Peixe na folha de
bananeira
Ires Salmon, minha companheira do jogo de tênis, foi minha parceira na culinária
Com os chefs Michelin Stars de Bahrein
No dia seguinte saímos na primeira página do jornal do Bahrein: é sempre um prazer participar por aqui!
Aliás, para mim foi um prazer duplo este evento. Primeiro por conseguir, através do convite de uma amiga que trabalha na revista, levar mais 30 amigas da Arábia Saudita. Segundo porque este evento normalmente é restrito para mulheres que vivem no Bahrein. Felizmente, com o jeitinho brasileiro, abriram as portas da fronteira e nos permitiram sair do deserto limitado da Arábia para o deserto mais moderno do Bahrein. Todas adoraram o evento e a oportunidade de respirar a liberdade do Bahrein.
Brindando a vida e o Dia das Mães como ocidentais: amo agregar meus amigos
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26.4.17
Ilhas Maldivas by Me
Este destino foi uma surpresa para mim. Não tínhamos programado antes de lermos o blog de uma querida amiga o Carioca Travelando.
Aproveitamos o feriado religioso de EID e partirmos, eu e meu marido, para Lily Resort, na tão glamourosa Ilhas Maldivas.
Já no clima da viagem, não poderia deixar de registrar um momento descontraído com as aeromoças da companhia aérea.
Voamos da Arábia Saudita para Doha, capital do Qatar.
Passar algumas horas neste aeroporto não é nada desgastante. É considerado o mais moderno do mundo, com um espaço físico bem apropriado para deixar a vida te levar, observando o vai e vem de viajantes de todas as partes do mundo, com suas roupas exóticas, seu jeito peculiar de estar presente e ao mesmo tempo viajando a procura de um destino, quase sempre que seja para sua felicidade. Meu desejo ao menos era este, de passar uma semana feliz, livre dos limites da vida no Oriente Médio, ao lado do meu companheiro e, de quebra, realizar um dos desejos dele, voar de hidroavião pelas Maldivas.
O transporte para chegar até o local que escolher pode ser speed boat (lancha ou barco de velocidade mais rápida) ou hidroavião. A lancha é usada como transporte para distâncias próximas da capital Male (geralmente o tempo de viagem costuma ser entre 30 e 40 minutos) e te levam até as 1.200 ilhas, sendo que as habitadas, onde se encontram os resorts, são em torno de 200. O hidroavião é a opção utilizada para ilhas que estão mais afastadas.
Reservamos nossos tickets para o trajeto desde Male, a capital das Maldivas, até Lily Resort, pela Transmaldivian.
As Ilhas Maldivas ficam localizadas bem abaixo da Índia e do Sri Lanka. As ilhas tinham como religião o budismo, mas por volta de 1153, o país foi convertido ao islamismo que hoje é a religião única no país. Isto já te dá um anúncio de que a bebida alcoólica somente é permitida no país nas Ilhas que tem resorts.
Destino romântico super cobiçado pelos casais apaixonados, Maldivas é um ótimo lugar para se visitar durante todo o ano. A baixa temporada acontece durante os meses de maio à novembro, período em que chuvas e tempestades são mais comuns.
Não sei se precisa de visto para visitar as Maldivas: o visto nos foi concedido na chegada ao aeroporto, na capital Malé.
Na chegada é importante se abastecer com algumas maldivian ruffia ou com dólar americano, que é aceito em todos os lugares, mas você acaba pagando muito mais quando compra em dólar, pois fica à mercê do câmbio do vendedor. Então, é melhor trocar dinheiro ou ir a um ATM no aeroporto.
Visitar as Maldivas partindo do Brasil deve ser, sem dúvidas, uma viagem longa e custosa. Mas conhecer esse paraíso pode ser sim uma viagem para diferentes orçamentos. As Maldivas hoje possuem diversas guest houses, os chamados albergues, que são hotéis básicos no estilo bed & breakfast. Já os famosos resorts com refeições, bebidas e passeios inclusos, são os mais procurados para casais.
É muito importante que você pesquise bem o lugar de hospedagem, já que existem mais de 110 resorts espalhados pelas ilhas. A maioria que te oferece serviço all incluse. Você com certeza vai encontrar um que combine com o seu gosto e seu orçamento. Entretanto, preciso avisar que os preços são bem mais caros quando comparados a Indonésia, Thailândia ou Srilanka, países muito procurados hoje em dia, e que já tivemos a oportunidade de conhecer.
Mas não desista fácil de conhecer as Ilhas Maldivas por causa dos preços, por uma boa causa: pelo amor aos seus olhos, vale a pena conhecê-las! Os contrates das cores do mar vão te deixar sem palavras, só com vontade de ficar apreciando essas belezas por muito tempo.
Claro que meu marido, como piloto apaixonado por hidroavião, conquistou a simpatia do piloto e a sua permissão para um sobrevoo.
Quando chegamos à ilha onde fica o Lily Beach Resort & Spa, no Ari Atol, a recepção calorosa. Este já foi um sinal do quanto seria especial estar isolada por uma semana neste paraíso. É um lugar fantástico, com uma super estrutura, serviço, passeios, gastronomia, cursos de mergulhos e oportunidades de conhecer um mix cultural com muitos turistas estrangeiros.
O pacote que fizemos com o hotel nos dava direito a fazer dois passeios às ilhas vizinhas. Escolhemos fazer snorkel em alto mar, em dois pontos diferentes. Foi incrível! Nós nos deparamos com um coral gigantesco, cheio de vida marinha e muitos peixes coloridos, meu marido ficou emocionado por ter nadado ao lado de tubarões pequenos. Eu já me contentei em nadar ao lado de uma tartaruga super relaxada... Pena que não alugamos uma câmera aquática, mas registrei bem fixamente em minha mente e coração este momento mágico, que foi mergulhar nas Maldivas.
Com o pacote de all incluse, nossos drinks de happy hour estavam sempre garantidos, mas degustávamos moderadamente, pois acordar de ressaca no outro dia e perder a oportunidade de aproveitar este paraíso não estava em nossos planos.
Romantismo por toda parte na Ilha, olha o formato de coração dividindo os bangalôs.
A ilha tem três restaurantes, mas o que estava no pacote all incluse era um buffet internacional que não deixava a desejar a grande cuisine. O chef francês era muito simpático e nos cumprimentava todos os dias, disfrutamos de sua competência e pratos deliciosos. Impossível se lembrar de fazer dieta por lá.
Dia 1° de outubro, data do meu aniversário, claro que os queridos funcionários do hotel acrescentaram mais um mimo.
Também dentro do pacote all incluse, visitamos uma vila local chamada Dhangethi. Fomos orientados a nos vestir modestamente (mulheres cobrindo os ombros e os joelhos). Assim tivemos a ideia de como é a vida na ilha local, bem diferente da vida em uma ilha com um hotel. Dhangethi tem aproximadamente mil habitantes e sua principal fonte de renda é a pesca e o turismo.
A filha do mestre Werter, num relax no Pacífico: ah, como ele ficaria feliz de me ouvir contar sobre esta experiência.
Os banquinhos feitos de rede de pesca para descansar o corpo de pessoas com aparências relaxadas, desnudas do stress da cidade grande, das problemáticas do mundo exterior, só com a esperança de quem prepara o filho para um futuro melhor. Nesta ilha, os homens saem para pescar por vários dias da semana e as mulheres ficam em casa auxiliando as crianças, que me mostraram sorrisos lindos, sem malícia, apenas com a curiosidade de quem não sabe o que se passa do outro lado da imensidão daquele mar.
Como a maioria dos resorts, o hotel em que ficamos tem um spa. Neste, era da rede Mandara, que tem os melhores espalhados pelo mundo. Eles oferecem vários tipos de massagens e serviços (muitos voltados para casais), tudo para fazer com que a sua experiência seja mais do que perfeita. Como me encanta a linha de massagem Ayurvedica, a qual já fiz vários cursos. Não poderia deixar de visitar o spa que tem esta especialidade. Comprei meus óleos essenciais que uso diariamente e me remetem ao cheiro das Maldivas.
No restaurante, a cada dia havia uma refeição temática; claro que nos deliciamos com os frutos do mar, frescos e saborosos.
As frutas são deliciosas, com sabores intensos; há uma grande variedade, e lembram as do clima tropical.
No cais da ilha, perto da recepção do hotel, todas as noites os funcionários alimentavam os peixes, podíamos ver a luta entre os tubarões e os coitadinhos dos sargentinhos.
Nosso quarto ficava de frente para o mar e isso me animava a sair cedo da cama para um mergulho matinal na água cristalina do pacífico.
Flores, cheiros, sabores: uma explosão nos sentidos, o dia todo e por toda parte...
Foi um aniversário inesquecível: gratidão eterna e o desejo de voltar a este paraíso!
Depois de nos deliciarmos com 5 dias no paraíso, precisávamos encarar a realidade e rumamos para Malé, onde passamos dois dias, antes de voltarmos para a Arábia Saudita, país em que vivemos atualmente.
Visitar Male foi uma experiência interessante. Conhecendo a capital, você terá a oportunidade de ver as Maldivas como ela realmente é, ou seja, diferente da vida nos hotéis e resorts.
Em Male conhecemos um pouco mais desse país culturalmente riquíssimo e cheio de história. Indo as Maldivas, sugiro que você reserve um ou dois dias para explorar Male. Você vai voltar pra casa com uma lembrança das Ilhas Maldivas que vai muito além das lindas praias e da água azul cristalina. Encontrei por lá o maior número de motos que já vi numa cidade. Por ser muito pequena e ter um trânsito caótico, as motos dominam a capital.
Ilhas Maldivas foi uma viagem incrível, que nos trouxe a oportunidade de ver tudo o que sempre procuramos em nossas viagens de férias: paisagens espetaculares, águas cristalinas, deliciosa culinária, dias de sombra, paz e água fresca e, acima de tudo, compartilhar com meu maridão momentos de intenso prazer.
Meu marido, que é piloto por hobby, junto com o piloto da companhia Trans Maldivian Airways: nas Ilhas Maldivas também fizemos boas amizades.
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