19.1.17

Paella Valeriana


Apesar de participar de uma cooking class de paella valenciana na bela cidade de Valência, terra natal deste prato na costa lesta da Espanha, local onde nasceu a paella, hoje adoro elaborar a Paella Valeriana. De lá para cá fiz aproximadamente 50 paellas para amigos, família e apreciadores dessa especialidade espanhola.

A paella surgiu como alimento dos camponeses, nos séculos XV e XVI. Quando saíam para o trabalho rural, levavam arroz, azeite de oliva e sal, além de um recipiente para cozinhar: uma panela redonda com alças, ampla e rasa chamada de "paella". A origem desta verdadeira delícia está fortemente relacionada ao campo, por isso os ao prepará-la incorporavam à receita do prato os ingredientes que encontravam pelo campo, tais como, carne de caça, sobretudo de lebre e de pato, legumes da estação e açafrão, especiaria nobre retirada das flores e que dá ao arroz um sabor especial e o colorido amarelado tão característico. Passado algum tempo, a paella difundiu-se e alcançou todo o litoral valenciano.

A partir daí, acrescentou-se à receita os frutos do mar: camarões, lulas, vôngoles, mexilhões, lagostins e polvo, tornando-o um prato misto (terra e mar).

A origem da palavra paella vem do latim "patella", uma bandeja usada na antiga Roma destinada às oferendas aos deuses, nos rituais de fecundação da terra. Dizem também os historiadores que a palavra "paella" surgiu quando os trabalhadores rurais voltavam para seus lares nos finais de semana quando, em homenagem às suas esposas, preparavam essa deliciosa iguaria "para ellas" dando origem ao nome.

Na paella que preparo, geralmente uso os ingredientes convencionais. Às vezes, gosto de acrescentar algo diferente ou um temperozinho mais brasileiro, por isto a chamo de Paella Valeriana, por ser uma receita preparada a minha maneira.

Como vivo fora da minha terra natal e adoro receber amigos em nossa casa, adotei a paella como prato principal nas nossas reuniões quando estamos na pátria amada. É um prato muito apreciado pelo brasileiro e sempre faz muito sucesso nas minhas festas e reuniões familiares.

Nossa cozinha no Brasil, com a brisa do mar, perfeita para meus hobbies culinários

Minha assistente predileta: mãos para toda obra!


Meu companheiro de vida é cliente preferencial!


Prazer em cozinhar e em servir


 Onde há Paella Valeriana, há bons amigos!

 Esta foi em Madrid, cozinhei com muito carinho para meus pais que estavam lá nos visitando, olha a carinha de feliz e satisfeito, amei!








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19.11.16

Viagem a Grécia: Rodes, a ilha do sol

Outubro é um mês de renascimento, de conquistas e de alegria para mim. É o mês do meu aniversário e para comemorar, nada melhor que uma bela viagem.

O maridão não podia me acompanhar como sempre faz nas minhas viagens para celebrar a vida. Então aceitei o convite de uma amiga-irmã e me mandei para a Grécia. Foram duas semanas de puro prazer. É difícil resumir em apenas um post as emoções vividas em três ilhas e na capital Atenas. Vou começar apresentando um pouco da ilha do sol, Rodes.


Voei da Arábia, país em que vivo atualmente, para Atenas e de lá para Rodes, onde encontraria minha amiga que tinha saído do Brasil. Juntas iríamos visitar uma antiga amiga brasileira que vive em Rodes e aproveitar para conhecer suas belezas.

Optamos por fazer três ilhas e fechar nossa trip em Atenas, nos locomovendo de uma ilha para outra de barco. Compramos os tickets diretamente nas agências de cada ilha, pois de avião valia o triplo do preço. Um cruzeiro nos limitaria para conhecer e absorver a intensidade de cada povo, pois os navios ficam apenas algumas horas nas ilhas, sendo que cada ilha tem suas peculiaridades. Apenas com o convívio de pelo menos dois dias pode-se absorver um pouco da cultura de cada uma delas. Fiquei triste quando ouvi de uma amiga que ficou apenas 3 horas em Myconos, sem oportunidade de aproveitar as lindas praias e a badalada vida noturna de lá. Foi como sentir o aroma do vinho sem poder degustá-lo.

Se você chegar em Atenas, pode checar no aeroporto as informações sobre os ferries que partem do Porto de Pireu. Das duas companhias que utilizamos, Seajet e Blue Star 2, preferimos a Blue Star 2, que nos ofereceu um excelente serviço de bordo, com poltronas confortáveis, bons restaurantes e até cabines com carregadores de celular, como nos aeroportos.

Fiz esta foto do mercado velho e do forte desde uma janela do Palácio dos Grandes Mestres, na cidade medieval de Rodes

Rodes é a maior e mais imponente ilha do Dodecaneso, fascina pelas lindas praias de águas azul-turquesa, muitos vales, rochas e, claro, como em toda Grécia, muita história. Situada pertinho da Turquia, com 80 km de extensão, é conhecida como a cidade do sol e também pelo Colosso de Rodes, estátua que foi erguida entre 294 a 280 a.C. em homenagem a Hélios, o deus do sol da mitologia grega. Tinha cerca de 30 metros e 70 toneladas. Hoje existem somente duas colunas no porto de Mandraki, o que chega a decepcionar alguns turistas, mas favorece a que realmente se conheça a história do Colosso, que é bem interessante.

 Chegando de barco e nos maravilhando com a a cidade medieval de Rodes

Colosso de Rodes na Antiguidade

Porto de Rodes: aqui vemos o que restou do Colosso, que é uma das sete maravilhas do mundo

A antiga cidade da ilha, situada ao norte, cuja construção começou em 407 a.C., foi projetada pelo maior urbanista da antiguidade, Hipódamo de Mileto. Rodes logo tornou-se um dos centros marítimos e comerciais mais importantes no Mediterrâneo oriental. A parte medieval da cidade é a capital da ilha, Patrimônio Mundial da Unesco, chamada pelos gregos de Palea Poli. Você vai se sentir em um labirinto, rodeado de lojas e restaurantes, que resgata a atmosfera do Império Bizantino. Rodes recebe visitantes o ano inteiro porque a maior parte do ano tem um clima ensolarado.

 Palácio do Grande Mestre
 Acrópole com o imponente templo de Apolo


Além de curtir as águas do lindo e limpo Mar Egeu, também vale a pena mergulhar na cultura, através da história das civilizações passadas. Além disso, em contraste com o antigo, há uma vida noturna bem animada, com tabernas e bares que funcionam até tarde da noite. A cidade oferece apoio em turismo especializado para passeios de barco às ilhas vizinhas, mergulhos, caminhadas e muitas outras atividades. Você encontra assessoria rápida diretamente na rua da praia, no centro da cidade, onde os gregos puxam nossos braços para oferecer algo.

Com a simpática grega dona da Aromaterie Kos, onde compramos perfumes franceses maravilhosos com um toque especial grego

Apesar de ter me deparado com muitos garçons curtos e grossos, sem aquele chamego que só encontro no povo brasileiro, a dona desta loja e outros comerciantes me tiraram a má impressão da antipatia dos gregos.

Stin yamas! Tim tim!

Entre um passeio e outro, uma parada para molhar a garganta com as delícias gregas. As cervejas Alga e Mythos foram as mais consumidas.



Pita é um churrasco grego encontrado em qualquer esquina. Na Arábia também existe o mesmo prato com o nome de Shoarma. Vindo de lá, onde é proibida a carne de porco, me deixei levar na pita de porco, que pode ser servida no prato ou enrolada em forma de sanduíche. Uma boa pedida para um lanche rápido por cerca 5 euros.


Será que estávamos felizes à beira da praia de pedrinhas?

Para explorar as belas praias da ilha, você pode alugar um carro. Observei que o trânsito é viável e as rodovias são bem seguras. Também pode optar por ônibus, táxi ou barcos. Ao contrário das ilhas de Mykonos e Santorini, não vi muitas motos ou quadriciclos por lá.

Aqui uma placa que você encontra nas praias, indicando o valor do táxis para cada lugar


Tivemos a sorte de estar hospedadas em casa de amigos locais, que nos transportaram para vários lugares da ilha. No segundo dia da viagem, seguimos para o sul, para conhecer a linda praia de Lindos. Esta praia nos surpreendeu com uma visão mágica de casinha brancas, contrastando com uma baía azul-turquesa. A paisagem é predominantemente montanhosa, o que acentua o destaque para a acrópole, que foi construída sobre uma rocha íngreme de 116 metros, com uma vista espetacular do mar. Vale a pena a caminhada.

Após a bela caminhada cultural, exploramos a aldeia, cheia de lojinhas, onde aproveitei para me presentear com um vestido típico grego, para usar no meu aniversario que se aproximava. E por que não, me sentir uma deusa nesta terra mitológica. A atmosfera estava perfeita e me remetia a um maravilhoso aniversário grego.

Praia de Lindos, em um dia de final de temporada de verão

Visitamos a acrópole em uma linda caminhada para conhecer o Castelo dos Cruzados, dentro da cidade dos dórios, pisando em ruas com mosaicos de pedrinhas, igrejas, lojinhas de artesanato locais, etc. Você também tem a opção de subir no cangote de um burrinho, e assim pode economizar seus suspiros para as lindas paisagens que encontra pelo caminho. Nossos amigos ficaram chocados pelo preço cobrado para visitar a acrópole (16 euros). Comentaram que há dois anos o valor era menos de 5 euros.


Dentro das muralhas, a reconstrução do templo de Atenas, túmulos bizantinos e a fortaleza

Gostamos tanto de Lindos que a visitamos por duas vezes nestes quatro dias. No primeiro dia fizemos uma visita mais rápida, guiada pelo marido da nossa amiga, que nós apresentou também a bela baía de Saint Paul, que tem um centro turístico para mergulho, dois restaurantes convidativos à beira d' água e a pequena capela de Saint Paul, onde o apóstolo Paulo rezou a primeira missa na Grécia.

Amei este cantinho, que fica a apenas cinco minutos da bela Lindos, mas senti falta das lentes fotográficas do maridão para registrar o maravilhoso azul desta água  

Voltamos para a cidade desviando da rodovia para entrar nos pitorescos vilarejos, que me chamaram a atenção pela alegria e dinâmica do povo local. Vimos muitos gregos sentados em tabernas nas praças, tomando frapé, um tipo de café gelado, ou ouzo, a cachaça local, deixando suas mãos deslizarem pela mesa de um jogo parecido ao gamão, e com a boca vibrando em sons alegres. Esse cenário não apresentava sinais da crise da qual ouvíamos falar que se passava na Grécia. A personalidade do povo me lembrou muito aos brasileiros. Vivem o aqui e o agora, aproveitando do melhor que o lugar tem a oferecer, onde reinam o sol, a alegria e as belezas naturais.

Se você for a Rodes, não deixe de visitar as praias de Kamari, Faliraki e Pefkos. São muito bonitas e nos fizeram suspirar também.


Após 4 dias de lindos passeios numa ilha que nunca esteve em meus antigos planos, mas que muito me surpreendeu, nada melhor que um brinde em agradecimento aos nossos queridos anfitriões, Eva e Antonio. Deixamos a certeza de que este é um lugar para se voltar. Da próxima vez iremos com nossos digníssimos companheiros. 

Para terminar, nada melhor que mergulhar nas águas cristalina de Lindos, sem esquecer das belezas das cores da nossa terra!

Pensando em ir a Grécia? Não deixe de consultar as dicas da Virna Lize, do blog Uma brasileira na Grécia. Ela pode oferecer uma assessoria fantástica com turismo e fotografias. Pena que só a encontramos no último dia em que estávamos por lá.


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28.8.16

Bali, Indonésia: exuberante pela natureza e fé do seu povo

Já rodamos bastante por este mundão afora, mas nada igual à leveza que invadiu o meu ser em Bali.

Foi uma viagem inesquecível. Essa linda ilha na Indonésia me desligou do resto do mundo por uma semana. Foi sensacional! Precisarei de outro post para retratar todo o encanto de Bali. Neste apresentarei a cidade de Ubud, onde foi realizado o filme Comer, rezar, amar, com Julia Roberts, que retrata muito bem a espiritual e harmoniosa atmosfera desta cidade.



No feriado de Eid na Arábia tivemos uma semana para relaxar longe das areias do oriente. O Eid, também conhecido como Grande Festa ou Festa do Sacrifício, é um festival muçulmano que sucede a realização do hajj, a peregrinação a Meca. Então, aproveitamos e lá fomos nós, sozinhos, porque o filhote ficou com amigos para permitir uma semana de love para os papis.

Bali não é só praias e ondas. Encontramos em seu interior a riqueza do povo hindu, com uma simpatia indescritível e um comportamento acolhedor. Começamos pelo interior do país, pela bela Ubud, situada entre os campos de arroz e a 35 km do aeroporto internacional de Bali. Ubud tem uma população de cerca de 30 mil habitantes. Porém, há muitas vilas, fazendas e plantações de arroz ao seu redor. Em balinês, Ubud significa medicina. A cidade sempre foi conhecida como fonte de ervas e plantas medicinais. No final do século XIX, Ubud se tornou a sede dos senhores feudais que deviam sua lealdade ao rei de Gianyar e também se transformou no mais poderoso dos estados do sul de Bali.


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1.6.16

Sri Lanka: sentindo-me em casa

Hoje te levarei para dar um pulinho num país tropical, asiático e encantador. Faço uma pausa nos meus relatos sobre o Oriente Médio, mas logo voltarei com mais posts sobre o deserto.

 
Como sempre fazemos nos últimos anos, a cada aniversário meu ou do meu marido, viajamos juntos. Optamos por nos presentear com viagens, pois é uma maneira de nos enriquecer culturalmente e, ao mesmo tempo, celebrarmos juntos mais um ano de vida. Assim, aproveitamos para curtir um tempo juntos e para lapidar nosso relacionamento que às vezes pede uma novidade, como qualquer outro. Nada como repor energias em um lugar “novo”, ao menos aos nossos olhos.

Como iniciativa deste pacto, viajamos para o Marrocos e visitamos a cidade de Tânger. Foi maravilhoso este primeiro contato com o Oriente. Desta vez escolhemos o Sri Lanka, um país tropical e que poderia nos remeter, ao menos pelo clima, ao nosso querido Brasil. Foi uma viagem mágica e bem tranquila. Realmente relaxei e vivi cada momento, e o que é melhor, sem nenhum conflito com o companheiro. Estávamos os dois recarregando as baterias para mais um período na Sandlândia, a região desértica da Arábia em que vivemos e onde não podemos nos permitir muitas coisas que nos agradam. 

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20.5.16

Qatar, nosso refúgio no deserto

País de muito sol e de belezas áridas, o Qatar é nosso destino favorito para escapadas do deserto.


Vizinho da Arábia Saudita, onde vivemos, o Qatar é considerado o país mais desenvolvido do mundo árabe. Não gosto muito de enfatizar a política e a economia quando pretendo escrever mais descontraidamente sobre minhas viagens, mas para entendermos melhor todo o glamour do Qatar é preciso mostrar um pouquinho de sua história econômica e política.

A capital, Doha, concentra 85% da população e se confunde com o próprio país de monarquia absoluta, governado desde a metade do século XIX pela família Al Thani. O alto rendimento nacional tem origem na exportação de petróleo e gás natural. O oitavo emir do Qatar é Tamin Bin Hamad Al Thani. O emir possui a palavra final em todas as questões e a Assembleia Consultiva tem autoridade legislativa limitada para elaborar e aprovar leis. Com quase 2 milhões de habitantes, apenas 8% são qataris, a maioria da população é formada por trabalhadores expatriados de outras nações árabes, do subcontinente indiano (Bangladesh, Paquistão, Sri Lanka) e outros países do ocidente.

Imagina o mix cultural que encontramos por lá! Como na maioria dos países do Golfo, a mão de obra para levantá-los é quase toda estrangeira, assim como meu marido, que trabalha como expatriado pelo deserto. Já encontramos vários brasileiros que vivem no Qatar atualmente, com trabalhos relacionados ao petróleo ou à aviação. Por conta da falência de companhias aéreas brasileiras, os pilotos bem qualificados acharam um espaço de trabalho na conceituada Qatar Airlines.

O Qatar é um país muito atrativo, não apenas por seu desenvolvimento em vários sectores relacionado ao petróleo e gás, mas também devido a seu investimento no meio científico e esportivo. Antes da sua independência, em 1971, a economia do país centrava-se no comércio de pérolas e na pesca. Agora possui a maior reserva de gás natural do mundo e muito petróleo. É um dos poucos países do mundo onde seus cidadãos não pagam impostos.


Como é uma península no Golfo Pérsico, rodeada pelo deserto, não possui água doce, mas conta com cinco grandes estações de dessalinização que fornecem, juntas, 75% de toda a água consumida no país. Importa 90% dos alimentos que consome, por não possuir água suficiente para sua agricultura. É um país que aposta nas fontes de energia renováveis, principalmente na energia solar. A região tem um dos maiores índices de radiação solar do planeta.

Aos meus olhos é um país encantador, para onde gosto de ir ao menos uma vez por ano, para acompanhar seu lindo progresso. O Qatar estará nos olhos do mundo inteiro na Copa do Mundo de 2022, e desde já o país se prepara com construções de estádios climatizados e com excelentes infraestruturas. Aliás, é um país voltado para o desenvolvimento, mas que lapida sua cultura a cada dia.


Museu de Arte Islâmica do Qatar
  
 

O Museu de Arte Islâmica do Qatar é um lugar magnífico construído em uma ilha artificial na orla marítima, a Corniche de Doha, com o impressionante parque MIA ao seu redor e a bela vista do centro de Doha. Considero uma parada obrigatória para quem vem visitar o Qatar. De arquitetura moderna, o museu foi projetado pelo premiado arquiteto chinês I. M. Pei, o mesmo que construiu a pirâmide do Louvre em Paris. O museu tem exposições permanentes e temporárias sobre a cultura e a arte islâmica e também sobre a história do Qatar.

 



   

Na última visita ao museu tivemos a sorte de assistir a um concerto de música clássica (Brandenburg Concertos de Bach).
  


Este é um Astrolábio Oriental, um presente de bodas para meu marido que tem muito interesse em objetos de cálculos. Há mil anos eles se viravam muito bem com este instrumento que era usado para saber a altura do Sol e das estrelas no céu, para resolver problemas geométricos e medir distâncias.

A entrada no museu é gratuita, mas fiquem atentos aos horários, pois os qataris não costumam ter o famoso jeitinho brasileiro. Às sextas-feiras, dia sagrado para os muçulmanos, o museu abre ao meio-dia e nós chegamos às 11h45. Depois de ter caminhado um bom tempo embaixo do sol de 40 graus, eu necessitava ir ao toillet, quase implorei para o porteiro, mas não teve jeitinho. Isso me rendeu uma boa frustração, mas ela foi compensada depois, quando aproveitei a agradável visita e a bonita estrutura do museu. Você encontra até um restaurante com chef com estrelas do Guia Michelin, o francês Alain Ducasse. Há um restaurante no piso superior e uma cafetaria no térreo, onde podemos comer bem por um preço justo. Nos deliciamos com um smoothie de tâmaras e uma salada de grãos ao pesto.


Doha não é uma cidade muito grande, mas tem inúmeras opções de programas turísticos. Neste post é impossível destacar todos, mas vou apresentar algumas dicas que considero fáceis e imprescindíveis para quem pretende passar pouco tempo na cidade.

Souq Waqif



No Souq você encontra muitas variedades de produtos árabes, de vários países do Oriente. Também pode ser um bom lugar para um autêntico café da manhã qatari, no Zaatar, uma espécie de fast food árabe com produtos frescos e saudavéis. Adoramos o Manakkesh, um tipo de pão sírio fininho e crocante com as especiarias árabes.


Eu adoro luz, por isso estou sempre atrás das luminárias. Tem cada uma de tirar o fôlego, o problema de sempre é o volume na bagagem: que pena! Observe que nas fotos estou sempre usando um chalé para cobrir os ombros, este é o mínimo de respeito que devemos manifestar quando visitamos os países mulçumanos, pois para eles os cabelos e os ombros são considerados partes eróticas do corpo.

Caminhando pelo Souq Waqif ou mesmo pelos modernos shoppings de Doha, você poderá visitar várias lojas especializadas em perfumes manipulados. Não perca essa oportunidade! Era atrás disto que eu estava também. A limpeza é uma obrigação no Islã, por isso a higiene pessoal e o bom aroma das pessoas e seus lares fazem parte da cultura.

“A alma ou o espírito humano é o seu centro de energia, e é reforçada por cheiros agradáveis. Então, quando você pulverizar um bom perfume, ou acender um incenso, ou mesmo quando você sentir o aroma de café fresco ou de uma refeição bem cozida, um vislumbre de felicidade se arrasta em seu coração e seu espírito fica elevado e re-energizado".

Um artigo árabe muito procurado nestes souqs é o Mabkhara, um incensário onde é queimado o Bukhoor encontrado em todo o mundo árabe e na Turquia. O Mabkhara também é usado para perfumar a casa e as roupas. É uma tradição em muitos países árabes passar o Mabkhara com o Bukhoor entre os hóspedes como um gesto de hospitalidade. O Bukhoor é uma mistura de ingredientes tradicionais que leva, principalmente, lascas de madeira (Oudh), resina embebida em óleos aromáticos junto a outros ingredientes naturais (âmbar, musk, sândalo, óleos essenciais, etc.).

Outro artigo árabe bem popular é o masbaha. Trata-se de uma das ferramentas usadas para o “dhirkr”, uma técnica de memorização, por meio de repetição. Seria como o terço para os católicos.

Em frente ao Souk há uma praça onde você pode sentar e observar também o prédio do Instituto de Ensino Islâmico. Debaixo dos 40 graus eu não resisti, deixei fluir o meu lado moleca de ser e me diverti com a fonte fresquinha!


  
The Pearl: uma miniatura de Veneza no Qatar!

Para não me estender muito mais, deixo aqui algumas fotos que fiz do The Pearl, o mais novo bairro de Doha. É um lugar moderno, chic, colorido, fresquinho... Cheio de coisas para descobrir. The Pearl é uma ilha artificial linda, favorável aos esportes aquáticos e às caminhadas


Há um praia só para os moradores do bairro em que se pode usar bikine, em praias públicas, somente os burkinis. O burkini é um traje de banho que só deixa à mostra parte do rosto, as mãos e os pés.

Dou um destaque para o Hotel Kempinsk, especialmente para o Antica Pesca, tradicional restaurante de Roma que agora está agradando os paladares dos amantes da boa cozinha no Qatar. O Antica Pesca é minha nova paixão no Qatar. Alem do chef italiano muito simpático, você será recepcionado por uma brasileira bem atenciosa.
A foto retrata um delicioso momento de uma brasileira que adora uma cervejinha, e que vive num país onde não pode encontrá-la. As bebidas alcoolicas são proibidas na Arábia Saudita. Aqui no Qatar, assim como na maioria dos países do Golfo, o alcool é liberado, mas só em bons restaurantes e hotéis. Você nunca encontrará cerveja no supermercado.
Frutos do mar do Antica Pesca: fresquinho como os frutos do Golfo Pérsico que está a sua frente.Experimentei por lá uma nova maneira de tomar gin tônica, deliciosamente à maneira italiana: com gotinhas de café e laranja. Isto é para pensar em voltar!

Dicas
Se tiver em Doha, passeie tranquilamente pela noite na Corniche, apreciando o contraste das luzes dos gigantescos edifícios, no belo Golfo Pérsico e não deixe de visitar:
▪ Katara Cultural Village: uma minicidade na Corniche, cheia de encantos e cultura
▪ Cidade Esportiva
▪ Villagio Mall
▪ City Center
▪ Safari no deserto
▪ Marina

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