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19.11.16

Viagem a Grécia: Rodes, a ilha do sol

Outubro é um mês de renascimento, de conquistas e de alegria para mim. É o mês do meu aniversário e para comemorar, nada melhor que uma bela viagem.

O maridão não podia me acompanhar como sempre faz nas minhas viagens para celebrar a vida. Então aceitei o convite de uma amiga-irmã e me mandei para a Grécia. Foram duas semanas de puro prazer. É difícil resumir em apenas um post as emoções vividas em três ilhas e na capital Atenas. Vou começar apresentando um pouco da ilha do sol, Rodes.


Voei da Arábia, país em que vivo atualmente, para Atenas e de lá para Rodes, onde encontraria minha amiga que tinha saído do Brasil. Juntas iríamos visitar uma antiga amiga brasileira que vive em Rodes e aproveitar para conhecer suas belezas.

Optamos por fazer três ilhas e fechar nossa trip em Atenas, nos locomovendo de uma ilha para outra de barco. Compramos os tickets diretamente nas agências de cada ilha, pois de avião valia o triplo do preço. Um cruzeiro nos limitaria para conhecer e absorver a intensidade de cada povo, pois os navios ficam apenas algumas horas nas ilhas, sendo que cada ilha tem suas peculiaridades. Apenas com o convívio de pelo menos dois dias pode-se absorver um pouco da cultura de cada uma delas. Fiquei triste quando ouvi de uma amiga que ficou apenas 3 horas em Myconos, sem oportunidade de aproveitar as lindas praias e a badalada vida noturna de lá. Foi como sentir o aroma do vinho sem poder degustá-lo.

Se você chegar em Atenas, pode checar no aeroporto as informações sobre os ferries que partem do Porto de Pireu. Das duas companhias que utilizamos, Seajet e Blue Star 2, preferimos a Blue Star 2, que nos ofereceu um excelente serviço de bordo, com poltronas confortáveis, bons restaurantes e até cabines com carregadores de celular, como nos aeroportos.

Fiz esta foto do mercado velho e do forte desde uma janela do Palácio dos Grandes Mestres, na cidade medieval de Rodes

Rodes é a maior e mais imponente ilha do Dodecaneso, fascina pelas lindas praias de águas azul-turquesa, muitos vales, rochas e, claro, como em toda Grécia, muita história. Situada pertinho da Turquia, com 80 km de extensão, é conhecida como a cidade do sol e também pelo Colosso de Rodes, estátua que foi erguida entre 294 a 280 a.C. em homenagem a Hélios, o deus do sol da mitologia grega. Tinha cerca de 30 metros e 70 toneladas. Hoje existem somente duas colunas no porto de Mandraki, o que chega a decepcionar alguns turistas, mas favorece a que realmente se conheça a história do Colosso, que é bem interessante.

 Chegando de barco e nos maravilhando com a a cidade medieval de Rodes

Colosso de Rodes na Antiguidade

Porto de Rodes: aqui vemos o que restou do Colosso, que é uma das sete maravilhas do mundo

A antiga cidade da ilha, situada ao norte, cuja construção começou em 407 a.C., foi projetada pelo maior urbanista da antiguidade, Hipódamo de Mileto. Rodes logo tornou-se um dos centros marítimos e comerciais mais importantes no Mediterrâneo oriental. A parte medieval da cidade é a capital da ilha, Patrimônio Mundial da Unesco, chamada pelos gregos de Palea Poli. Você vai se sentir em um labirinto, rodeado de lojas e restaurantes, que resgata a atmosfera do Império Bizantino. Rodes recebe visitantes o ano inteiro porque a maior parte do ano tem um clima ensolarado.

 Palácio do Grande Mestre
 Acrópole com o imponente templo de Apolo


Além de curtir as águas do lindo e limpo Mar Egeu, também vale a pena mergulhar na cultura, através da história das civilizações passadas. Além disso, em contraste com o antigo, há uma vida noturna bem animada, com tabernas e bares que funcionam até tarde da noite. A cidade oferece apoio em turismo especializado para passeios de barco às ilhas vizinhas, mergulhos, caminhadas e muitas outras atividades. Você encontra assessoria rápida diretamente na rua da praia, no centro da cidade, onde os gregos puxam nossos braços para oferecer algo.

Com a simpática grega dona da Aromaterie Kos, onde compramos perfumes franceses maravilhosos com um toque especial grego

Apesar de ter me deparado com muitos garçons curtos e grossos, sem aquele chamego que só encontro no povo brasileiro, a dona desta loja e outros comerciantes me tiraram a má impressão da antipatia dos gregos.

Stin yamas! Tim tim!

Entre um passeio e outro, uma parada para molhar a garganta com as delícias gregas. As cervejas Alga e Mythos foram as mais consumidas.



Pita é um churrasco grego encontrado em qualquer esquina. Na Arábia também existe o mesmo prato com o nome de Shoarma. Vindo de lá, onde é proibida a carne de porco, me deixei levar na pita de porco, que pode ser servida no prato ou enrolada em forma de sanduíche. Uma boa pedida para um lanche rápido por cerca 5 euros.


Será que estávamos felizes à beira da praia de pedrinhas?

Para explorar as belas praias da ilha, você pode alugar um carro. Observei que o trânsito é viável e as rodovias são bem seguras. Também pode optar por ônibus, táxi ou barcos. Ao contrário das ilhas de Mykonos e Santorini, não vi muitas motos ou quadriciclos por lá.

Aqui uma placa que você encontra nas praias, indicando o valor do táxis para cada lugar


Tivemos a sorte de estar hospedadas em casa de amigos locais, que nos transportaram para vários lugares da ilha. No segundo dia da viagem, seguimos para o sul, para conhecer a linda praia de Lindos. Esta praia nos surpreendeu com uma visão mágica de casinha brancas, contrastando com uma baía azul-turquesa. A paisagem é predominantemente montanhosa, o que acentua o destaque para a acrópole, que foi construída sobre uma rocha íngreme de 116 metros, com uma vista espetacular do mar. Vale a pena a caminhada.

Após a bela caminhada cultural, exploramos a aldeia, cheia de lojinhas, onde aproveitei para me presentear com um vestido típico grego, para usar no meu aniversario que se aproximava. E por que não, me sentir uma deusa nesta terra mitológica. A atmosfera estava perfeita e me remetia a um maravilhoso aniversário grego.

Praia de Lindos, em um dia de final de temporada de verão

Visitamos a acrópole em uma linda caminhada para conhecer o Castelo dos Cruzados, dentro da cidade dos dórios, pisando em ruas com mosaicos de pedrinhas, igrejas, lojinhas de artesanato locais, etc. Você também tem a opção de subir no cangote de um burrinho, e assim pode economizar seus suspiros para as lindas paisagens que encontra pelo caminho. Nossos amigos ficaram chocados pelo preço cobrado para visitar a acrópole (16 euros). Comentaram que há dois anos o valor era menos de 5 euros.


Dentro das muralhas, a reconstrução do templo de Atenas, túmulos bizantinos e a fortaleza

Gostamos tanto de Lindos que a visitamos por duas vezes nestes quatro dias. No primeiro dia fizemos uma visita mais rápida, guiada pelo marido da nossa amiga, que nós apresentou também a bela baía de Saint Paul, que tem um centro turístico para mergulho, dois restaurantes convidativos à beira d' água e a pequena capela de Saint Paul, onde o apóstolo Paulo rezou a primeira missa na Grécia.

Amei este cantinho, que fica a apenas cinco minutos da bela Lindos, mas senti falta das lentes fotográficas do maridão para registrar o maravilhoso azul desta água  

Voltamos para a cidade desviando da rodovia para entrar nos pitorescos vilarejos, que me chamaram a atenção pela alegria e dinâmica do povo local. Vimos muitos gregos sentados em tabernas nas praças, tomando frapé, um tipo de café gelado, ou ouzo, a cachaça local, deixando suas mãos deslizarem pela mesa de um jogo parecido ao gamão, e com a boca vibrando em sons alegres. Esse cenário não apresentava sinais da crise da qual ouvíamos falar que se passava na Grécia. A personalidade do povo me lembrou muito aos brasileiros. Vivem o aqui e o agora, aproveitando do melhor que o lugar tem a oferecer, onde reinam o sol, a alegria e as belezas naturais.

Se você for a Rodes, não deixe de visitar as praias de Kamari, Faliraki e Pefkos. São muito bonitas e nos fizeram suspirar também.


Após 4 dias de lindos passeios numa ilha que nunca esteve em meus antigos planos, mas que muito me surpreendeu, nada melhor que um brinde em agradecimento aos nossos queridos anfitriões, Eva e Antonio. Deixamos a certeza de que este é um lugar para se voltar. Da próxima vez iremos com nossos digníssimos companheiros. 

Para terminar, nada melhor que mergulhar nas águas cristalina de Lindos, sem esquecer das belezas das cores da nossa terra!

Pensando em ir a Grécia? Não deixe de consultar as dicas da Virna Lize, do blog Uma brasileira na Grécia. Ela pode oferecer uma assessoria fantástica com turismo e fotografias. Pena que só a encontramos no último dia em que estávamos por lá.


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31.10.11

Esportes!

Aos longos destes 4.4 anos de vida sinto-me feliz por ter tido a oportunidade de nascer numa família que adora esportes. Recordo-me que desde criança ia para os jogos de futebol do time que meu pai dirigia e no qual meu irmão jogava. Aos 8 anos comecei na natação. Fui atleta federada e representava minha cidade em campeonatos na capital. Treinava no clube da Petrobras de São Sebastião, o Tebar, e por lá passei minha juventude.

Aos 13 iniciei no Volleybol, conciliando os treinos dos dois esportes e a escola. Me destaquei e era conhecida como Lela paralela. Tinha braços longos e estatura esguia para minha faixa etária, isso me permitia cravar nos 3 e na paralela da quadra. Que época maravilhosa e saudável.



Com o decorrer do tempo, tive que assumir mais profundamente os estudos e a batalha para poder pagá-los, já que precisei trabalhar desde muito jovem. Assim me fui afastando dos treinos, mas nunca por completo. Sempre que tinha oportunidade jogava nos torneios de praia, aos fins de semana e depois do curso universitário ingressei no time veterano da minha cidade. Talvez precocemente, mas era lá que me sentia a vontade para me soltar em quadra e relaxar a mente, sempre cansada com a batalha do dia-a-dia dos estudos e do trabalho.

O frescobol foi, e ainda, é um esporte alternativo que adoro, uma atividade que não me exige treino e só me traz contentamento e dor no bumbum, resultado dos agachamentos necessários para se ter uma boa sintonia com o parceiro e a bola. Também me permite pegar um bronzeado em dia de sol. Em conjunto com o frescobol, me liguei ao surf. Graças a uma amiga querida, Regina Santos, a Nininha, pioneira do bodyboard em nossa cidade São Sebastião. Treinávamos muito nas ondas de Guaecá e Maresias. Fomos patrocinadas por grandes empresas de surfwears, participamos de campeonatos em outros estados, principalmente no sul do país, e mantínhamos nosso corpo saudável e elegante, com muito prazer.

Para minha formação de psicóloga do esporte, ingressei no mergulho livre. Necessitava conhecê-lo melhor para entender as fobias e pânicos que o atleta pode vivenciar embaixo da água. Foi um esporte inesquecível, uma experiência única que realizava na Ilhabela, hoje em dia famosa por esporte náuticos. Com o início da carreira profissional não sobrou mais tempo para desfrutar do esporte que ainda pretendo reativar em minha vida.

Casando-me com um marido esportista e naturalista, não podia deixar de lado a prática esportiva, apesar dos esportes preferidos de meu amado serem bem diferentes dos de meu agrado, mas lá fui eu ter contato com o ar, tirar os pés do chão e voar de paraglider. Fiz o curso com um instrutor muito competente e decolei pela primeira vez no Morro do Guaecá, a praia onde década atrás eu deslizava nas ondas, fui experimentá-lo do alto. Foi mágico, e me deu uma sensação de inteireza e capacidade, mas não era o que eu levaria pela frente como esporte. Acompanhei meu marido que se tornou atleta fiel ao voo livre. Estivemos em montanhas gigantescas na França, Alemanha, Suiça e até mesmo no Brasil, mas o acompanhei apenas com minha máquina fotográfica, registrando os momentos de prazer e contemplação do meu marido que é apaixonado por este esporte.

Como na Bélgica, onde vivemos por 8 anos, não existe montanhas que favoreçam a prática do esporte, a maior acho que tem 300 metros e deixa a desejar para os gliders, esta atividade foi diminuindo em nossa rotina, dando vez então ao novo esporte que se tornou um hobby, o ciclismo.

Joris com seus interesses por ecologia e tecnologia, encontrou algo que satisfazia seu desejo de estar ativo e preservar a natureza. Encontrou em uma exposição na Alemanha o Velomobiel, uma bicicleta bem diferente, com 3 rodas e uma cabine, que permite pedalar sem se molhar na chuva e nos dias branquinhos de neve do inverno. Ele comprou uma e a adaptou com acessórios técnicos, como GPS, luzes, buzina... Enfim, parecia um carro, mas com funcionamento mecânico, dependendo só das nossas pernas para ganhar vida.


Foi então que começamos a fazer viagens de bicicleta. Fomos da Bélgica a Holanda, França e quase chegamos a Espanha. Como estes percursos dependem de tempo, ficamos limitados aos dias de férias e deixamos em nossos planos, terminar a viagem a Santiago de Compostela. Um dias desses ela sai.

Meu recorde foram 800 km numa semana com o velomobiel. Mas meu querido esportista Joris pedalava 75 km diários para ir ao trabalho, com isto fez 12.000 km, antes de vendê-lo tristemente quando nos mudamos para Espanha. Madrid é uma cidade que não possuí ciclovias e representava um risco para sua vida manter o hábito de ir ao trabalho de bicicleta como fazia na Bélgica.

Para não nos despedirmos de vez da prática ciclista, adquirimos um triker, que trouxemos para a Sandlândia na mudança, mas ele não foi bem recebido aqui por nossos seguranças e tivemos que enviá-lo para o Brasil.

Com minha preocupação e dor no coração, Joris pedala por nossa cidade sem ciclovias, mas somos felizes por perceber que o povo brasileiro começa a reconhecer a importância e o valor deste meio transporte. Sigo aqui acreditando que uma hora dessas as ciclovias seram implantadas por todos os lados do nosso lindo Brasil.

Joris, apesar de trabalhar com petróleo, afirma que o velomobiel, tal como as bicicletas, serão o transporte do futuro. O pretinho poderoso está com seus anos contados.

Agora que vivemos em Sandlândia, país onde a mulher tem menos ou quase nenhuma liberdade de expressão, não posso ir para a rua de bicicleta com roupa esportiva, não posso sair para dar uma corridinha no parque, a não ser que o faça com a abaya (tipo burka), que só vai me permitir uns bons tombos. Então resolvi praticar no condomínio onde moramos, onde posso andar à vontade, com roupas mais adequadas para este calor danado que sempre faz, o SUP Stand up. Trata-se de uma prancha de surf grande que te leva onde você quiser desde que tenha um pouco de força nos braços e equilíbrio. Estou adorando o novo esporte e treinando para nas férias de julho no Brasil remar com uns amigos caiçaras do canal de São Sebastião até a Ilhabela, cerca de 12 km, ida e volta. Será mais uma aventura para contar aos meus netinhos. Pelo jeito meu maridão aventureiro também, porém não tão radical, já que irá nos acompanhar nadando. Ele tem este objetivo há tempos. Vamos deixar rolar e aguardar as férias para desfrutar.

Atualmente remo na prainha do condomínio e jogo volley com os amigos de trabalho do Joris. Apesar de ser a única mulher, me sinto orgulhosa por ainda poder soltar uma paralela de vez em quando...


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10.10.11

Velomobiel




Este foi mais um dos brinquedinhos do Joris.  Meu marido, superecológico e tecnológico, resolveu comprar um velomobiel para ir trabalhar.

A cada dia pedalava 70 km e assim economizava combustível, fazia esporte e se livrava dos engarrafamentos de nossa casa até Antwerpia, onde trabalhava.

O Velomobiel é um protótipo alemão, que tem o preço de um carrinho popular. É totalmente mecânico e meu homem simples do Norte o deixou bem equipado, com luz led, GPS, buzina, enfim, ficou uma beleza, não tinha quem não o namorasse.

Joris andou 14 mil km em um ano de uso na Bélgica. Ficou muito triste quando precisou vendê-lo, por ocasião de nossa mudança para a Espanha. Seu chefe o queria em vida por lá, e temia pelo uso do velomobiel numa cidade como Madrid em que, infelizmente, ainda há poucas ciclovias e os motoristas não respeitam os ciclistas.

Mas antes de vendê-lo fizemos uma viagem pela Bélgica, Holanda e França. Juntos percorremos a metade do caminho de Santiago de Compostela, fizemos cerca de 700 km em uma semana. Foi uma viagem encantadora, apesar de muito cansativa. Temos planos para um dia terminar o caminho, de bicicleta ou caminhando. 








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20.2.11

Paris






Vivendo na Bélgica, a apenas 5 horas de carro ate Paris, tive o prazer de visitar minha cidade favorita uma dezena de vezes. 

A última vez que a visitei foi antes de mudar de continente. Foi uma visita um tanto quanto formal, para tratar do futuro da família, mas como sempre, tirei proveito de cada minutinho. Aproveitei cada bulevar e cada vinhozinho que degustei naquele coração metropolitano.

Fiz um curso em Paris sobre como viver em Sandlândia. Aprendi muitas coisas sobre o lugar onde vou morar. É um lugar protegido e com muita segurança. Para sair da vila vou ter que usar uma roupa especial chamada Abaya. Esta roupa nos ajuda a disfarçar nossas diferenças, para que pareça que somos de lá.

Vamos morar perto de uma cidade que é mais liberal. Há uma ponte de 25 km que separa esta ilha do continente. Planejamos viajar por perto para conhecer outras cidades.

O curso foi todo em francês, fiquei com dor de cabeça de tanto pensar em francês, mas entendi muitas coisas que serão necessárias para viver em harmonia no país em que predominam os sunitas, representados por 90% dos muçulmanos. Na vila teremos toda comodidade: academias de ginástica, piscinas, praia particular, shopping, etc.

Voltei bem mais aliviada sobre como será minha vida em Sandlândia.


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14.4.10

Dias infinitos


Esta é minha irmã de alma, a querida amiga Denise Marici Oltramari Tasca. Quando a conheci, ainda não tinha adquirido o sobrenome Tasca. Era uma mocinha meiga, com olhar de quem tinha o mundo a conquistar, e o conquistou.

Denise é uma daquelas parceiras que gostaria ter ao meu lado ao menos uma vez ao dia. Que delícia é poder escutar seus comentários, suas sábias palavras, suas histórias e seus sonhos.

Ela veio do sul do Brasil para São Paulo, com o sonho de tornar-se doutora em direito. Nesta época nos conhecemos. Deu duro, ralou, dividiu ovo frito comigo, morou em pensionato, sentiu a ausência da família, conquistou corações, mas se apaixonou mesmo pela meta de “vencer na vida”.

Com muita luta conclui a universidade e retornou a seu ninho no Paraná. Deixou, e ainda deixa, saudades. Reconquistou seu espaço, tornou-se mãe e profossional, mas nunca deixou de ser amiga.

Reencontrei esta amada amiga apenas uma vez, depois de nosso período universitário. Ela me visitou com sua linda irmã em São Sebastião. Nosso grande e especial reencontro foi na França em 2009, quando pela primeira vez ela me deu o prazer de ser sua companheira de viagem pela Europa. Nossa viagem foi só alegria. França, Holanda, Bélgica e Suécia foram pequenas para nossa grande sede de viver e explorar outras culturas. Até no dia mais triste encontrávamos motivos para rir

São tantas experiencias ricas e agradáveis que vivemos juntas, que um dia voltarei aqui para contá-las. Que saudades amiga. Sua energia e sinceridade me fazem evoluir em todos os sentidos. Você é, e será sempre, minha irmãzinha querida e esperada.
Apareça quando quiser, já sonho com nossas aventuras...

No blog da amiga Denise, há várias fotos e histórias da sua visita a minha casa em 2009.

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10.2.10

Normandia & Bretanha


Em 2003 me casei e nossa lua de mel foi na costa norte francesa. É uma região muito bonita e conheci várias cidades próximas. 

Em Mont Saint-Michel realizamos nosso casamento espiritual. A luz divina nos abençoou e invadiu nossos corações pelos vitrais da capela do monastério. Jamais esquecerei aquela luz, é a luz que ilumina nosso relacionamento desde o início. Já conhecíamos as diferenças e as dificuldades que geram os conflitos entre as culturas, mas estas diferenças lapidadas com amor e iluminadas pela bênção do Senhor, se transformam numa abençoada e divina união de amor.

 Criações de ostras em Cancale, adoramos...

Chateau  Le Val


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