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24.6.13

10 anos atrás, nosso enlace

Celebrei 10 anos de casamento em maio. Nosso casamento foi na Bélgica, dia 30 de maio 2003 e foi celebrado pelo prefeito. 

Depois de muita papelada e burocracias, pudemos relaxar e casar legalmente no país do meu companheiro de vida. 

Tivemos problemas com a documentação. Faltava um carimbo em algum papel do grande dossier exigido pelo governo belga, mas já tínhamos a data do casamento agendada, o buffet encomendado e tudo organizado para o dia 3 de maio. Somente uma semana antes a prefeitura nos comunicou que ainda não poderíamos nos casar. 

Quanta dificuldade para poder ver todos os dias um par de lindos olhos azuis! Finalmente decidimos casar por encenação no dia 3, curtindo a festa e todo o cerimonial de fotografias e outros, mas o casamento oficial foi realizado apenas no dia 30, quando o tal do carimbo já estava estampado na papelada belga. 

Meu marido sempre comenta que casou no dia 33 de maio, pois o primeiro foi dia 3 e o segundo, real, no dia 30. Sem contar que fomos ao Brasil em julho, com toda a família belga e fizemos ali uma cerimonia junto a minha família e amigos, no dia 18 de julho 2003. 

Como se nota, casei 3 vezes no mesmo ano, mas com o mesmo homem. Meu companheiro de vida. 

Compartilho com vocês algumas imagens deste dia. 

O prefeito da cidade de Melle realizando a cerimônia

 A única tristeza foi não ter meus familiares por perto na cerimônia, mas dois anos depois, eles nos visitaram na Bélgica.

Claro que sim, superfelizes por nos encontrarmos nesta vida!

Finalmente! 

Nosso presente, já presente


Conferindo os papéis. 


 De acordo com a tradição, indo me buscar com o bouquet escolhido em nosso primeiro lar. 

 Na casa dos sogros — Citröen dos anos 40 

 Família belga 

 Família do marido, sentia muito pela ausência da minha. 

 Amigos do coração, made in Brasil x Alemanha: amei a presença! 

Meu tesouro, com 2 anos e meio.

 Amigas latinas na festa.

 Sempre com belgium beers, presente da vizinha querida.


 Deus abençoe e proteja nossos caminhos sempre!
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3.6.13

Grupo de culinária

Meu envolvimento com a culinária vem desde minha infância. Ajudava minha mãe a preparar tortas, salgados, bolos e muitas guloseimas para a cantina da escola em que estudava e da qual minha mãe era proprietária. Ela fazia também bolos para os maiores casamentos da nossa cidade. Era muito requisitada e até hoje todos lembram de suas delícias. 

Há 10 anos, no começo da minha vida na Europa, depois das fases de descobertas gourmets belgas, comecei a sentir falta da comida caseira brasileira. Foi então que resolvi organizar encontros com amigas brasileiras que viviam por lá também, para degustarmos nossos pratos típicos.


Geralmente cada uma participava com um prato de sua região no Brasil. Fazíamos um encontro com um almoço sortido das nossas maravilhas culinárias. 

Todas elogiavam minhas receitas, e sempre me pediam para ensiná-las. A partir daí, convidei uma amiga para dar aulas de culinária brasileira junto comigo. Divulgávamos nossos cursos e saíamos, de cidade em cidade, apresentando um pouco da gastronomia brasileira. Demonstramos até mesmo em grupos só de homens, que são muito comuns na Europa. Eles têm muito interesse pela culinária e gostam de aprender a preparar pratos diferentes. 

Algumas vezes também demonstrei e ensinei as crianças da escola do meu filho sobre como preparar algumas delícias, com receitas menos elaboradas.


No decorrer dos 10 anos em que morei na Europa, procurei participar de cursos de gastronomia internacional, pois me atraíam as receitas de outros países como Tailândia, França, Marrocos, etc. Queria conhecer um pouquinho de tudo. 

Aqui no Oriente, após ter apresentado um pouco da culinária brasileira para muitas amigas expatriadas, fui convidada para participar de um grupo de “cook demostration”international . São encontros mensais com 12 mulheres para apresentar um pouco da culinária do seu país de origem. Cada mês uma participante recebe em sua casa as companheiras do grupo. Neste dia apresenta um menu do seu país, demonstra o modo de preparação para as amigas e ao final da sessão desfrutam juntas do produto final, normalmente muitos saborosos. 

Turquia, Marrocos, Inglaterra, Arábia Saudita, Paquistão, Bolívia, África do Sul, Líbano, Brasil, Porto Rico e Coreia são os países para este ano. Eu continuo representando um pouquinho da cultura brasileira, levando com muito orgulho as receitas da minha região, litoral norte de São Paulo, para a mesa das expatriadas.






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29.3.12

Escapadas para carregar a bateria



Realmente como eu esperava, a pensão da Tia Valeria na Arábia Saudita está em baixa. Sandlândia não é um país considerado turístico e há dificuldade de se obter visto. Nós temos visto de trabalho conseguido através do empregador do meu marido. Só conseguiríamos facilitar visto para parentes diretos como mãe, pai e filhos. Por aí já dá para perceber que nossa casa está sossegada. 

Fora os encontros e festas que organizo com os novos amigos que encontrei por aqui, aproveitamos os dias de férias escolares do filhote para sair pelo mundo afora a ocupar as pensões de amigos e da família. 

Férias de Páscoa? Nada melhor do que ir degustar um chocolate belga. Visitar a família do Joris, meu amado belga, rever amigos que deixamos nos oito anos em que lá vivemos e saborear a culinária e os drinks europeus. 

A alimentação nunca foi um problema para nós em outros países. Não sou aquele tipo de brasileira que não vive sem feijão com a arroz. Procuro sempre me adaptar ao cardápio e à culinária local. Mas confesso que já estou um pouco enjoada dos temperos fortes que encontramos por aqui. A cozinha local tem influências das cozinhas iraniana, indiana e filipina. 

Minha boca enche da água pensando que dentro de pouco estarei na belíssima sala de jantar da minha cunhada na Bélgica e saborear o menu preparado por seu marido que nos apresentará no almoço de Páscoa... Hummm. Ele é um advogado apaixonado e gourmet, que faz parte de um clube masculino de culinária na França. 

Me divido entre encontros familiares e com os amigos brasileiros queridos que ainda vivem por lá. Uma amiga organiza uma festa em sua casa para me receber e ali encontrarei dezenas de amigos que deixei. Com outro grupo querido, curtirei um restaurante espanhol que adoro, com certeza secaremos umas jarras de sangrias assim como nossas bocas colocando o papo em dia. Com a família celebraremos a Pascoa e o aniversário da minha sogra. Com um professor de violão reciclarei meus conhecimentos e arranharei acordes da nossa saudosa música brasileira, para colocar em prática em Sandlândia. 

Realmente tenho que ter energia para dar conta de tudo isto em apenas cinco dias. Coisas de Valeria. Como diz minha mãe, parece que o mundo vai acabar amanhã. Não que seja verdade, mas temos que tirar proveito de cada dia, temos que viver o dia de hoje como se fosse o último dia, viver o aqui e agora. Este é meu mantra!
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22.2.12

Aulas de culinaria

O fascínio pela culinária me acompanha desde meus 8 anos, quando acompanhava minha mãe na cozinha.

Minha batalhadora mama, junto com minha falecida tia, tinham uma cantina de escola. Além de ajudá-las a fazer as deliciosas guloseimas, bolos, pasteis e tortas que nutriam o lanche da molecada no intervalo da escola, eu também trabalhava na cantina. Ajudava a vender os produtos e não me lembro de ter tido na fase escolar um recreio completo. Estava sempre a servir meus colegas, professores e a criançada que nos deixava louca para comprar um pedaço de bolo de cenoura com chocolate, um farto pedaço de torta de coco, um cachorro-quente com molho de tomates fresquinhos acompanhados pelo famoso guaraná e a Fanta Uva, bebidas que refrescavam a garotada.

Deixando esta nostálgica época escolar de lado, retorno a cozinha da minha mama. Ai que cheirinho gostoso exalava! Quando ela preparava o peixe fresquinho que meu pai trazia de sua pescaria de cada dia. A sirizada carregava o ar de um odor adorável de mar e coentro que me persegue até hoje.

Já me arrisquei, aqui do outro lado daquele mundinho em que vivi felizmente com meus pais, a tentar sentir o mesmo cheiro, comprando siris do Golfo Pérsico e os refogando com muito coentro. Até que não ficou mal minha sirizada, foi bem degustado por muitos que a adoraram, mas ainda faltou aquele toque especial que só sabe dar minha querida mama Laurita.

Sempre saudadosa da nossa culinária, dos nossos condimentos e pratos típicos, por onde passo organizo e participo de aulas de culinária. Às vezes somente organizo encontros para degustação.

Procuro sempre deixar um pouquinho da nossa cultura em todo país por onde vivo. Me encanta esta troca de culturas.

Na Bélgica organizei classes num clube de culinária só para homens. Foi umas das experiências mais bizarras que tive com este tipo de evento. Em nosso país os homens não têm o hábito de ir para cozinha, embora este comportamento já esteja mudando ultimamente.



Amei ser observada com disciplina e interesse por 30 homens que não falavam meu idioma e que tinham interesse em saborear nossos pratos típicos, em aguçar o paladar para algo que nos fazia ultrapassar os clichês e ser mais do que futebol, mulheres de bundas bonitas e samba.

 

Neste dia, depois de começar o curso com a preparação do nosso aperitivo predileto, a caipirinha, degustaram e respeitaram o simples, mas agradável sabor da nossa culinária.

Além de vários encontros, não só com alunos homens, participei também de um livro de culinária editado na cidade em que morávamos, com uma receita de camarão na moranga, típico da região em que nasci, no litoral norte paulista.








Na Espanha, levei nossa culinária ao encontro multicultural da escola internacional do meu filho. Junto a outros brasileiros, apresentamos nossa deliciosa picanha, foi a barraca mais frequentada da festa. 

Participei de um curso da cozinha tailandesa, com uma turma de amigas muito lindas e agradáveis.





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28.3.11

FeijoVal



Sempre gostei de festas, adoro organizá-las, para juntar amigos e celebrar a vida. Minhas feijoadas já são famosas entre meus amigos. Em todas as cidades em que vivi, gosto de fazê-las, quase sempre são temáticas e muito divertidas, é claro!



Na Bélgica, por oito anos, organizei a FeijoVal. Sempre que voltava das férias na terrinha, no período do Carnaval, reunia os amigos para degustar nossa culinária e curtir os DVDs fresquinhos que trazia.
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No salão os maridos conversavam sobre o dia-a-dia. As mulheres, claro, a maioria brasileiras casadas com belgas, aproveitavam a oportunidade para sacudir as cadeiras, com o balanço travado pela ausência do axé, samba, MPB... Neste dia a música rolava solta e dançávamos muito.



A foto abaixo retrata também um pouquinho dos eventos culturais brasileiros que organizava na Bélgica para não me desligar das nossas tradições. Este foi um arraial, uma festa de São João organizada pelo querido amigo Wendel Ornellas, um baiano porreta e superdevoto de São João. Unidos sempre por nossa cultura, curtimos bons momentos juntos. 

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18.5.10

Festas beneficentes

 


Adoro festas e também gosto muito de organizá-las. Muitos amigos me dizem que deveria fazê-las de forma profissional. Sim, poderia ser, quem sabe um dia… 

Como já contei em outro post, em 2006 organizei uma festa beneficente para mais de 300 pessoas no hospital psiquiátrico em que trabalhava na Bélgica. O tema era “brasileiros na Bélgica”. O dinheiro arrecadado foi doado para uma instituição de São Sebastião, minha cidade natal, em São Paulo. 

Neste dia  também comemorei meus 40 anos. Foi uma linda festa, com direito a caipirinha, salgadinhos típicos do Brasil, camarão na moranga e um espetáculo com mulatas e música brasileira. Foi um sucesso e se podia ver a alegria nas carinhas e nos pés dos belgas que ensaiavam com as mulatas alguns passos de samba. Realmente nossa cultura é muito bem-vinda para os europeus. 

Podemos aprender muito com eles, mas também podemos transmitir muito sobre nossas riquezas culturais. 




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